A Biblioteca do Mosteiro de Strahov em Praga, na República Checa – Por Caroline Sabino

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A história da  Biblioteca é muito longa e rica em episódios e não tenho aqui espaço para tanto, então,  falarei da Biblioteca e de suas duas Salas, a Teológica e a Filosófica. São obras-primas do barroco e seu acervo é invejável sob todos os aspectos.

A Sala Teológica, de meados do século XVI, recebeu as raridades que os monges abrigavam há mais de 4 séculos. Seu teto é coberto por afrescos que descrevem passagens da Bíblia, sobretudo o Livro dos Provérbios.

Também na Sala Teológica a “roda da compilação”, encomendada pela biblioteca em 1678 e usada para compilar textos: o escriba distribuía os textos dos vários livros, manuscritos ou códices que lia ou copiava nas prateleiras que giravam conforme sua necessidade: eram feitas de tal modo que os papéis não escorregavam e com certeza poupavam muito trabalho.

Salão Teológico, da Biblioteca do Mosteiro de Strathov

Salão Teológico, da Biblioteca do Mosteiro de Strathov

A sala Filosófica foi construída no final do século XVIII. O espantoso tamanho da sala (comprimento 32m, largura 22m e altura 14 m) é perfeito para o imenso afresco em seu teto, feito pelo pintor vienense Anton Maulbertsch que em 1794 levou seis meses para pintá-lo, com o auxílio de um único assistente.

O tema é “O Progresso Intelectual da Humanidade”: de um lado figuras como Moisés, a Arca da Aliança, Adão, Eva, Caim e Abel, Noé, Salomão e David. De outro, o desenvolvimento da civilização grega até Alexandre, O Grande, pintado ao lado de seu mestre Aristóteles.

Também se vê cenas do Novo Testamento, como São Paulo pregando diante do monumento a um deus desconhecido no Areópago de Atenas. A ciência é retratada nas figuras de Esculápio, Pitágoras e Sócrates.

Salão Filosófica, da Biblioteca do Mosteiro de Strathov

Salão Filosófica, da Biblioteca do Mosteiro de Strathov

Sobre os portões em ferro forjado que levam ao espaço que une as duas salas está escrito: Initium Sapientiae Timor Domini (O começo da sabedoria é o temor a Deus).

As estantes em nogueira abrigam um acervo de mais de 200.000 volumes, a maioria impressa entre 1501 e 1800;  muitos deles sobre  filosofia, tratados de astronomia, matemática, história, filologia, etc.

A coleção de manuscritos, mais de 1500, por seu imenso valor, é guardada numa sala especial.

Fontes:

http://www.strahovskyklaster.cz/webmagazine/page.asp?idk=294

http://www.elfikurten.com.br/

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Biblioteca do Monastério de Wiblingen (Alemanha) – Por Jessica Mamede

Ao  entrar na Biblioteca, os visitantes se deparam com a seguinte  inscrição em latim: “Em quo omnes thesauri sapientiae et Scientiae”, que significa “Aqui estão armazenados todos os tesouros do conhecimento e da ciência”. Uma inscrição perfeita para uma biblioteca.

A  biblioteca detém em seu acervo  cerca de 15.000 manuscritos, dentre outros documentos. Estes variam de originais, manuscritos, ilustrações para revistas e impressão do mundo cotidiano e do sistema escolar. Na Wiblingen encontram-se  diversos Manuscritos do século XV.

A famosa biblioteca do mosteiro Wiblinger tem o tamanho e toda suntuosidade e luxo de um lugar sagrado. O afresco do teto feito pelos artistas  Martin Kuen e Dominic possuem  1750 desenhos diferentes dando ainda mais charme a essa biblioteca. O estilo rococó é predominante na decoração da biblioteca.

O Mosteiro foi fundado em 1093, e  durante a Idade Média Wiblingen foi famosa por sua erudição, qualidade de sua educação e lugar exemplar de disciplina monástica.

A Biblioteca do Mosteiro de Wiblingen foi construída em 1740-1750, serviu não apenas como uma biblioteca, mas também como uma sala para recepções e ocasiões festivas. A decoração glamorosa, uma síntese de arquitetura, ao ar livre e estuque, mostra um programa teológico complicado sobre a fé e as virtudes cristãs e da história da ordem beneditina.

Hoje em dia o Mosteiro abriga a Faculdade de Medicina da Universidade de Ulm.

Biblioteca Bodleian- Por Priscila Garcia

Criada em 1602, a biblioteca da Universidade de Oxford é uma das mais antigas da Europa. Com 11 milhões de itens, a construção conta com diversos objetos históricos como a Bíblia de Gutenberg, o primeiro fólio de Shakespeare e quatro exemplares da Carta Magna.

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É principal biblioteca de pesquisa da Universidade de Oxford, uma das mais antigas da Europa e na Inglaterra só perde em tamanho para a Biblioteca Britânica. Conhecida pelos eruditos de Oxford como “Bodley” ou simplesmente “the Bod”, é um dos seis depósitos legais de publicações do Reino Unido.

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É também classificada como um dos grandes tesouros da humanidade.Pouco depois da abertura da biblioteca, o mecenas Sir Thomas Bodley passou a receber um exemplar de todos os livros impressos na Inglaterra.

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Os livros eram mantidos em segurança na biblioteca, e não podiam ser retirados para empréstimo. Nem mesmo o rei Charles I da Inglaterra poderia convencer os bibliotecários a quebrar esta regra. Hoje, a biblioteca possui um acervo com mais de 11 milhões de título.

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Desde os seus primórdios, a Biblioteca recebeu doações e presentes que fizeram seu acervo crescer e deram brilho à reputação internacional do local como centro de pesquisa. Um dos primeiros doadores da Biblioteca foi Elias Ashmole (1617-1692).

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É uma das seis bibliotecas inglesas encarregadas do depósito legal de obras publicadas no Reino Unido e sob a Lei Irlandesa lhe é permitido requisitar uma cópia de todos os livros publicados na República da Irlanda. A Bodleian é uma biblioteca de referência e pesquisa e seus documentos não podem ser removidos das salas de leitura.

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O acervo é muito rico: manuscritos valiosíssimos; códices, o mais antigo manuscrito dos quatro Evangelhos, em cóptico, antigo idioma egípcio; a Bíblia de Gutemberg, de ca.1455, uma das únicas cópias completas que ainda existem; um primeiro in-fólio de Shakespeare, de 1623 e muitas outras raridades

Fontes:

http://www.bodleian.ox.ac.uk/

A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, em Washington – Por Caroline Sabino

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A Biblioteca do Congresso dos  Estados Unidos, em Washignton foi inaugurada em 24 de abril de 1800 pelo presidente John Adams, ela possui mais de 144 milhões de itens, o que inclui material em mais de 470 idiomas, livros impressos, manuscritos, material em áudio, mapas e gravuras, dentre outros. Ela possui a maior coleção de livros raros da América do Norte além de constar em seu acervo uma das cópias restantes da Bíblia de Gutenberg.  Parte do seu patrimônio está sendo digitalizado e, portanto, tornará acessível a qualquer leitor.

 

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Essa biblioteca é a instituição cultural mais antiga do país e também a biblioteca mais completa do mundo( este título já foi ostentado pela biblioteca de Alexandria, que já foi considerada a maior biblioteca do mundo antigo, porém, devido a vários incêndios ocorridos em épocas distintas, grande parte dos livros e manuscritos raros se perdeu.)

 

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Ela foi incendiada duas vezes. A primeira em 1814 devido às invasões de tropas britânicas e a segunda em 1851.  O segundo incêndio, além da enorme perda de 35 mil livros, o fogo destruiu dentre outros objetos um retrato original de Cristóvão Colombo.

 

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Curiosidades:

A Biblioteca faz o arquivamento de todos os tweets públicos postados desde o lançamento do Twitter, em 2006, até 2010. Ao todo, são cerca de 170 bilhões de mensagens.

Ela aparece nos filmes: “O dia depois de amanhã” e “A lenda do tesouro perdido – livro dos segredos”.

Fontes:

http://www.loc.gov/index.html

http://oglobo.globo.com/tecnologia/biblioteca-do-congresso-dos-eua-arquiva-170-bilhoes-de-tweets-7210767#ixzz2WhU0mRXe

https://www.google.com.br/

Livraria El Ateneo (Buenos Aires – Argentina) – Por Jessica Mamede

A Livraria El Ateneo foi considerada uma das 10 Livrarias mais lindas do Mundo.

El Ateneo já foi o Teatro Gland Splendid, cinema e hoje se tornou a maior livraria da America Latina.

Foi construida em 1919, por um Austriaco, que pretendia fazer ali uma Catedral de Artes Cênicas. Em 1924 aconteciam ali concursos de tango, e em 1926 passou a funcionar como cinema.

Mas com a concorrência com as grandes redes de cinema, ele foi fechado, e adquirido em 2000 (com muita polêmica, já que muitos eram contra) pela cadeia de Livrarias Yenni.

A estrutura do Teatro foi permanecida e, onde antes existiam fileiras de poltronas, foram substituidos por fileiras de estantes.

Com mais de 120 mil títulos em estoque, a Livraria El Ateneo Grand Splendid é um local para perder bastante tempo, percorrendo as estantes lotadas de livros e observando a arquitetura do prédio. Durante seu passeio pela livraria, não deixe de admirar os detalhes remanescentes do teatro, como a cúpula pintada, as varandas originais e até as cortinas de veludo.

Localizada na Av. Santa Fe, no bairro Recoleta, a livraria possui lugares para leitura e um espaço dedicado às crianças no subsolo. No antigo palco, um café convida os turistas para uma pausa, seja para uma leitura ou para uma conversa animada. A livraria abre diariamente, em horários alternados (Segunda a Quinta 9:00-22:00 horas, Sexta e Sábado das 09:00 às 24:00 horas, Domingos 12:00-22:00 horas).

 

Endereço: Av. Santa Fe, 1860, Bairro Recoleta.

Historia do Teatro Gland Splendid

O teatro foi construído em 1919 por Max Glucksman. Tinha quatro fileiras de palcos e uma plateia para 500 pessoas. Pelo o teatro desfilaram grandes personalidades do tango, Carlos Gardel e Ignacio Corsini e Roberto Firpo (ele dedicou o tango Gran Splendid, em 1927). Paquita Bernardo em 1924 recebeu o prêmio em sexto lugar no concurso de tango realizado pela primeira vez no teatro.

O interior da cúpula foi pintado por Nazareno Orlandi. É uma representação alegórica da Paz, pintado em 1919 como uma festa para o final da Primeira Guerra Mundial. A paz é representada por uma figura feminina sensual e pintada em uma escadaria cercada por flores.

Biblioteca Nacional do Brasil – Por Priscila Garcia

Biblioteca Nacional do Brasil

 

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É a depositária do patrimônio bibliográfico e documental do Brasil, considerada pela UNESCO como a sétima maior biblioteca nacional do mundo e, também, é a maior biblioteca da América Latina. Entre suas várias responsabilidades incluem-se a de preservar, atualizar e divulgar uma coleção com mais de oito milhões de peças, que teve início com a chegada da Real Biblioteca de Portugal ao Brasil e cresce constantemente, a partir de doações, aquisições e com o depósito legal.

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Composta com o Museu Nacional de Belas Artes e o Teatro Municipal um conjunto arquitetônico e cultural de grande valor.

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A BN tem estabelecido estreita relação com organismos internacionais para divulgar os livros e autores brasileiros, e tem atuado no desempenho de funções referentes à biblioteca, ao livro e à leitura, em seus diversos segmentos.

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Como também tem a função de centro nacional de informações bibliográficas e documentais, vem atuando como uma biblioteca de amplo acesso com acervo disponível a pesquisadores, tanto presenciais quanto distantes, no Brasil e no exterior. Em seu prédio-sede atende a cerca de quinze mil usuários por mês.

Atendimento:

Dias úteis –segunda a sexta-feira – 10h às 17h
Sábados, domingos e feriados – 12h30 às 16h30
visitas de hora em hora

Preço do ingresso: 2,00(Reais), com meia entrada para estudantes e gratuidade para pessoas com mais de 60 anos. (Acesso gratuito durante janeiro e fevereiro de 2012)

O visitante só terá acesso ao prédio da BN após a apresentação de documento de identificação com foto.

PESQUISA AO ACERVO 
Acervo Geral e Periódicos:
Segunda a sexta – 9h às 20h
sábados: 9h às 15h (apenas periódicos microfilmados)

Acervo Especial (Manuscritos, Obras Raras, Cartografia, Iconografia)

Segunda a sexta: 10h às 18h


Fontes: 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Biblioteca_Nacional_do_Brasil

Curiosidades: O Museu de Anne Frank – Por Caroline Sabino

Anna Frank nasceu na cidade alemã de Frankfurt em Main, mas passou a  maior parte da vida na cidade de Amsterdã na Holanda. Durante mais de dois anos,  Anne e a sua família viveram no anexo do edifício em Prinsengracht  nº 263 onde o pai de Anne, Otto Frank, também tinha um negócio. A família Van Pels e Fritz Pfeffer também se esconderam  com eles.

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A porta para o anexo estava fechada por detrás de uma estante amovível construída especialmente para este fim. Os trabalhadores sabiam do esconderijo e ajudavam as oito pessoas dando-lhes comida e noticias sobre o que  acontecia no mundo lá fora. Em 4 de Agosto de 1944, o esconderijo foi descoberto. As pessoas que se encontravam escondidas foram deportadas para vários campos de concentração. Apenas Otto Frank sobreviveu à guerra.
 

Porta do esconderijo.

 
 
A casa onde a menina de 13 anos  Anne Frank, ficou escondida e escreveu seu famoso diário é hoje um museu.
 
Museu de Anne Frank

Museu de Anne Frank

O museu foi fundando em 3 de maio de 1960, localizado em Amsterdã. Em 3 de maio de 1957 algumas pessoas, incluindo Otto Frank (pai de Anne), criaram o Instituto Anne Frank, com o projeto de salvar o prédio da demolição e torna-lo acessível as pessoas. Otto disse que seu projeto era para fortalecer o contato de jovens de culturas, religiões e raças diferentes. Opondo-se a intolerância e descriminação. O museu atraiu cada vez mais visitantes quando o diário de Anne foi traduzido para outras línguas, e ela ficou mundialmente conhecida.

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O conjunto de relatos, que recebeu o nome de “O diário de Anne Frank”, foi publicado pela primeira vez em 1947 e é considerado um dos livros mais importante do século XX.
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Primeira página do diário: 15 de julho de 1944

“Vejo o mundo a ser lentamente transformado num deserto (…), sinto o sofrimento de milhões de pessoas.E contudo, quando ergo os olhos para o céu, tenho a sensação de que tudo vai mudar para melhor, de que esta crueldade acabará também, de que a paz e a tranquilidade regressarão novamente.” Anne Frank.

Fontes:

http://annefrank.com/

http://www.amsterdam.info/

http://re-menor-eb.blogspot.com.br/